clique aqui para voltar para HOME

 

E Eis O
BRASIL

Uma Outra Reflexão Histórica

João Barcellos

 

1

Eram os mares do sertam após os balanços da caravela.
Pela exuberância da caatinga, bruta e doce e boa,
O luso se fez Brasil entre coxas de canela.
Ao cheiro da terra nova ajuntou a alma boa –
E eis a casa nova, o lar da morena bela
Livre e feita para lhe dar uma outra lisboa!,
Qual batalhadora sarracena...

Pra quê cortes e reis se nós somos a chama acesa
Do profundo portugal?! Que aqui se faça, pois, uma outra lisboa
Com telhas moldadas nas coxas da doce nega!

 

2

Picos negros em meio a verdejante floresta.
Veios d´água a escorrer pela hiléia.
Preciosas pedras lavadas e carregadas n´água... uma festa
Para o olhar d´esperança na terra nova, panacéia
Da miséria, campo de cobiças. Ah, floresta
D´alegrias... Depois dos prazeres com a bela sereia
Da beira mar, o liso quis nova procela

E se fez vida e morte pela riqueza que cansa e cega.
Não lhe bastou a doce nativa, quis a hiléia
Dos outros tesouros e, nesse querer, gerou a raça da festa!

 

Sampa
12 de Outubro de 2009.

Obs: Em 12.10.1580, os paulistas e luso-paulistas receberam uma farta sesmaria, assim..., tal e qual uma canetada político-administrativa, que lhes assegurou posses e posições diante da Castela aportuguesada no Trono estupidamente bragantino às margens do Tejo. Fincada a capela luso-católica na terra dos nativos sul-americanos [por ser a ´vontade de deus´, diziam], esse documento criou a base da futura Nação brasileira, entre neo-feudais lusos, mamelucos e padres jesuítas.  [Barcellos, 1995]